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Ex-muçulmana, renomada ativista cristã é sequestrada por regime iraniano
21/01/2020

Mary Fatemeh Mohammadi foi levada por autoridades enquanto protestava ao lado da população na Praça Azadi, na capital Teerã.

Irã deteve a importante ativista dos direitos cristãos, Mary Fatemeh Mohammadi, 21 anos, que se converteu do islamismo ao cristianismo e expressou publicamente sua raiva pela liderança islâmica de seu país.

O paradeiro de Mary Fatemeh permaneceu desconhecido até o final do domingo, quando vários ativistas de direitos religiosos disseram que ela foi transportada para um local secreto.

Os ativistas observaram que Mary Fatemeh foi detida em 12 de janeiro em Teerã, perto da praça Azadi, na capital, onde multidões se reuniram contra as autoridades do Irã que, admitiu ter derrubando, acidentalmente, um avião ucraniano com passageiros de diversos países no início deste mês.

A detenção ocorreu depois que ela falou sobre "a repressão" do governo do Irã em relação ao seu povo no Twitter. Seus tuítes incluíam declarações como "combater a repressão suave é mais difícil do que a opressão dura".

Ela também informou que bastões e gás lacrimogêneo foram usados ​​contra os manifestantes.

Desde a prisão, nenhuma informação foi passada à sua família, que está preocupada com segurança Mary Fatemeh.

No mês passado, a hovem foi expulsa da universidade sem qualquer explicação.

Outros episódios

A detenção de Maty Fatemeh não é o primeiro impasse com o regime iraniano. No ano passado, as autoridades islâmicas do Irã acusaram-na de não usar seu hijab adequadamente, a cobertura da cabeça usada em público por mulheres muçulmanas. As acusações foram retiradas.

Mary Fatemeh cumpriu uma sentença de seis meses de prisão após ser detida em uma reunião da igreja doméstica, disseram cristãos com conhecimento próximo da situação.

Ela foi cobrada por atividades cristãs e participação em grupos de “proselitismo”. As autoridades também a acusaram de agir contra a segurança nacional através da divulgação de propaganda contra o regime, disse o grupo de advocacia da Portas Abertas.

Além disso, o governo do Irã reclamou de sua campanha para que todos os cristãos, inclusive os convertidos, tivessem o direito de adorar em uma igreja.

Ela escreveu uma carta aberta ao ministro da Inteligência, acusando-o de violar a constituição ao atacar cristãos.

E ela tuitou sobre a condenação de nove convertidos cristãos na cidade de Rasht a cinco anos de prisão, segundo a BosNewsLife.

Ela também mencionou a sentença de um ano dada a uma mulher de 61 anos convertida em Karaj. "O Natal está se aproximando rapidamente e as autoridades de segurança estão à espreita atrás dos cristãos", escreveu ela na época em persa em um tweet. O tweet foi vinculado a um vídeo gravado por Mahrokh Kanbari, de 61 anos, antes de começar a sentença de prisão.

Apesar da repressão relatada ao cristianismo, os grupos missionários sugerem que existem pelo menos cerca de 360.000 cristãos na estrita república islâmica.

Eles incluem muitos ex-muçulmanos que se voltaram para o cristianismo, buscando liberdade contra regras islâmicas estritas. O Centro Estatístico, liderado pelo governo do Irã, relatou recentemente 117.700 cristãos neste país, com cerca de 82 milhões de pessoas.

Fonte: guiame
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